sexta-feira, 11 de abril de 2008

Confissões da Bahia.


Esses dias o professor de história estava falando da época colonial do Brasil e comentou sobre o livro "Santo Ofício da Inquisião de Lisboa - Confissões da Bahia", que tem vários relatos de confissões a padres jesuítas. O padres, de brinks com a galera toda aqui no Brasil, ouviam e depois anotavam tudo pra prosteridade. risos


Chegando em casa resolvi pesquisar sobre o livro e encontrei esses trechos:




"...E confessando suas culpas, disse que haverá três anos pouco mais ou menos que Felipa Souza (...) lhe começou a escrever muitas cartas de amores e requebros, de maneira que ela confessante entendeu que a dita tinha alguma intenção ruim
....Então ambas tiveram ajuntamento carnal uma com a outra por diante e, ajuntando seus vasos naturais um com o outro, tendo deleitação e consumando com efeito o cumprimento natural de ambas as partes como se propriamente foram homem com mulher, e isto foi pela manhã, antes de jantar, por duas ou três vezes pouco mais ou menos, tendo o dito ajuntamento sem algum outro instrumento penetrante.
E depois que jantaram, tornaram a ter outras tantas vezes o mesmo ajuntamento torpe pela dita maneira, usando ela confessante sempre o mesmo modo como se ela fora homem, pondo-se de cima.
A dita Felipa de Souza, depois de terem feito o sobredito, antes de ir para sua casa, lhe contou que ela tinha pecado no dito modo com Paula Antunes, mulher de Antônio Cardoso e com Maria de Peralta, muher de Tomás Bibentão, e assim lhe disse mais, que ela tinha usado o dito pecado com outras muitas e moças altas e baixas, e também dentro de um mosteiro, onde ela estivera, usara o dito pecado. (...) Ela ouviu dizer a uma sua comadre, por nome Isabel Fonseca, que diziam que a dita Felipa de Souza namorava mulheres e tinha damas.

Confissão de Paula de Siqueira, Cristã Velha, no tempo da graça, em 20 de agosto de 1591"



"E confessando, disse que haverá quatro anos pouco mais ou menos, estando ela confessante em uma roça (...) estando ela confessante na dita roça com Felipa de Souza(...) se fechou em uma câmara com ela confessante um dia, depois do jantar, pela sesta, e lhe começou a falar de muitos requebros e amores e palavras lascivas, melhor ainda do que se fora um rufião à sua barregã, e lhe deu muitos abraços e beijos e, enfim, a lançou sobre sua cama, e estando ela confessante de costas, a dita Felipa de Souza, que de cima estava, cumpriu, e assim fizeram uma com a outra omo se fora homem com uma mulher, porém não houve nenhum instrumento penetrante entre elas mais que somente seus vasos naturais dianteiros.

Confissão de Maria Lourenço, Cristã Velha, em 28 de agosto de 1591"



Segundo meu professor, também tem casos com padres no meio. Devia ser tipo como penitência. Imaginem a cena:


- Eu pequei, padre. Tive um ajuntamento carnal com a Felipa de Souza.

- Minha filha! Não poder ser possível!

- =(

- Para ser perdoada de um pecado tão grande, só bebendo da água de São Frederico.

- ?

- E essa água só é encontrada na torneira de São Frederico.

- E onde encontro a torneira?

- Muito prazer. Padre Frederico.


E eu que pensava que o mundo fosse pervertido agora. Parece que o Brasil já é uma zona a um bom tempo.

3 comentários:

Comentador Fiel disse...

cada dia melhor, muito bom o blog.

Dark Prince disse...

Por isso é tão pop. 8D

rockestrela disse...

IOIASOIAOISOAOAOOIAOOSOAOIS
nossa adorei!
muito prazer menino manolo desconhecido, com a Alcunha de Daniel.. escreves muito bem =)
gostei... e definitivamente no começo do texto eu não me liguei no caso lesbianico da FeliPA de Souza. ¬¬
anyway.... AISOAIOSIOASO

beijos da Sanchez
;*