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sábado, 9 de agosto de 2008

Tribos arredias

Índios isolados são destaque nacional Eles foram vistos pela primeira vez em um sobrevôo feito pela Funai e tudo indica que nunca tiveram contato com “brancos”.
Índios de comportamento arredio que vivem em uma região do Acre, próximo ao Peru, há pelo menos 90 anos, foram fotografados pela primeira vez, por um grupo de funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai).
A notícia veio à tona por meio da agência BBC e foi veiculada com destque em quase todos os jornais on line no início da tarde de ontem. De acordo com a agência, as fotografias foram feitas durante uma missão da Funai, que incluiu um sobrevôo à região isolada.
O grupo indígena flagrado se assustou com a presença do avião e reagiu a flechadas, mas não conseguiu atingir o grupo que sobrevoava a área. Fonte

E a gente acha que já viu tudo nessa Terra...
Muito doido imaginar que nesse mundo totalmente globalizado ainda existam tribos e pequenos povos que ainda estejam virgens em relação o nosso estilo de vida.

Dá até um pouco de medo ver essa foto, parece coisa de filme de índios canibais e tal.
Muito louco também é imaginar como deve estar a cabeça deles depois da passagem desse avião. Eles nunca tiveram contato com o homem branco e do nada passa um pássaro gigante, prateado, que não bate as asas e faz um barulho totalmente diferente dos sons dos pássaros comuns.

Mas de alguma maneira acho que talvez eles sejam dignos de inveja. Eles não se preocupam com uma pá de coisas que nós nos preocupamos. Eles plantam, caçam, pescam, comem, cantam, daçam, se reproduzem, e o melhor: contam para os outros índios da aldeia como venceram, apenas com flechas, a besta voadora que queria atacar a aldeia. Já ouvi uma história de que os índios no Brasil atiravam flechas em direção ao Sol quando havia eclipse porque um mostro gigantesco o estava devorando. Imagina o dialogo:
- O que você fez hoje?
- Ah... eu fui até o monte com os outros guerreiros e salvamos o deus Sol com nossas flechas.
Muito doido isso. A inocência pode ser muito legal.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Confissões da Bahia.


Esses dias o professor de história estava falando da época colonial do Brasil e comentou sobre o livro "Santo Ofício da Inquisião de Lisboa - Confissões da Bahia", que tem vários relatos de confissões a padres jesuítas. O padres, de brinks com a galera toda aqui no Brasil, ouviam e depois anotavam tudo pra prosteridade. risos


Chegando em casa resolvi pesquisar sobre o livro e encontrei esses trechos:




"...E confessando suas culpas, disse que haverá três anos pouco mais ou menos que Felipa Souza (...) lhe começou a escrever muitas cartas de amores e requebros, de maneira que ela confessante entendeu que a dita tinha alguma intenção ruim
....Então ambas tiveram ajuntamento carnal uma com a outra por diante e, ajuntando seus vasos naturais um com o outro, tendo deleitação e consumando com efeito o cumprimento natural de ambas as partes como se propriamente foram homem com mulher, e isto foi pela manhã, antes de jantar, por duas ou três vezes pouco mais ou menos, tendo o dito ajuntamento sem algum outro instrumento penetrante.
E depois que jantaram, tornaram a ter outras tantas vezes o mesmo ajuntamento torpe pela dita maneira, usando ela confessante sempre o mesmo modo como se ela fora homem, pondo-se de cima.
A dita Felipa de Souza, depois de terem feito o sobredito, antes de ir para sua casa, lhe contou que ela tinha pecado no dito modo com Paula Antunes, mulher de Antônio Cardoso e com Maria de Peralta, muher de Tomás Bibentão, e assim lhe disse mais, que ela tinha usado o dito pecado com outras muitas e moças altas e baixas, e também dentro de um mosteiro, onde ela estivera, usara o dito pecado. (...) Ela ouviu dizer a uma sua comadre, por nome Isabel Fonseca, que diziam que a dita Felipa de Souza namorava mulheres e tinha damas.

Confissão de Paula de Siqueira, Cristã Velha, no tempo da graça, em 20 de agosto de 1591"



"E confessando, disse que haverá quatro anos pouco mais ou menos, estando ela confessante em uma roça (...) estando ela confessante na dita roça com Felipa de Souza(...) se fechou em uma câmara com ela confessante um dia, depois do jantar, pela sesta, e lhe começou a falar de muitos requebros e amores e palavras lascivas, melhor ainda do que se fora um rufião à sua barregã, e lhe deu muitos abraços e beijos e, enfim, a lançou sobre sua cama, e estando ela confessante de costas, a dita Felipa de Souza, que de cima estava, cumpriu, e assim fizeram uma com a outra omo se fora homem com uma mulher, porém não houve nenhum instrumento penetrante entre elas mais que somente seus vasos naturais dianteiros.

Confissão de Maria Lourenço, Cristã Velha, em 28 de agosto de 1591"



Segundo meu professor, também tem casos com padres no meio. Devia ser tipo como penitência. Imaginem a cena:


- Eu pequei, padre. Tive um ajuntamento carnal com a Felipa de Souza.

- Minha filha! Não poder ser possível!

- =(

- Para ser perdoada de um pecado tão grande, só bebendo da água de São Frederico.

- ?

- E essa água só é encontrada na torneira de São Frederico.

- E onde encontro a torneira?

- Muito prazer. Padre Frederico.


E eu que pensava que o mundo fosse pervertido agora. Parece que o Brasil já é uma zona a um bom tempo.